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O Brasil está perto de bater mais um recorde em 2018. Sim, recorde de exportações e superávit comercial.
Por isso, decidimos pegar uma lupa e olhar com mais profundidade para nossos negócios em exportação.
Vamos lá! Primeiro é necessário sabermos que os dados disponíveis aqui refletem o que foi exportador de janeiro a outubro deste ano. Isso porque acabamos de entrar em dezembro e só vamos colher os resultados de novembro no meio do mês.
Mesmo assim, a amostragem já nos é interessante.
Começamos dizendo que exportamos esse ano para exatos 240 países diferentes. O país que menos comprou de nós e aparece na listagem é o pequeno arquipélago de Toquelau. Foram exportados para lá USD 228,00 em mercadorias.
Os últimos 10 países do ranking são bem curiosos. Na maioria ilhas. Somados o que exportamos para os 10 países juntos, superamos USD 112 mil. Por serem países bem pequenos e sem força econômica, fica apenas a título de curiosidade, pois certamente correspondem a exportações bem singulares, projetos específicos ou até mesmo envio de amostras. São eles: Groenlândia, Território Britânico do Oceano Índico, Lesoto, Ilhas Marianas do Norte, Terras Austrais Francesas, Ilhas Faroe, Ilhas Cook, Ilhas Wallis e Futuna, Guernsey e Toquelau. Em sua maioria, ilhas do Pacífico.
Ao todo o Brasil movimentou esse ano até outubro, quase USD 200 bilhões em exportação. Com exatidão, foram USD 199.079.344.901,00. Um dado curioso é que só os vinte primeiros países que mais compraram do Brasil correspondem ao total de 76% do que vendemos ao exterior. Ou seja, 20 países consumiram mais de USD 151 bilhões do total exportado. Os outros 220 países respondem por 24% do total.
O nosso principal cliente (país consumidor) foi mais uma vez a China. Só este país comprou de nós 27% do total exportado. São mais de USD 53 bilhões até agora. Só para efeito comparativo, os EUA aparecem em segundo, tendo comprado de nós quase USD 24 bilhões. Um total de 12% de nossas vendas.
No top 10 dos nossos principais compradores aparecem, seguidamente: China, EUA, Argentina, Países Baixos (Holanda), Chile, Espanha, Alemanha, México, Japão e Índia. Dos BRICS, Rússia aparece apenas com 0,69% de nossas vendas, algo bastante tímido para o se imagina de um grupo de países com ajuda mútua. África do Sul aparece logo em seguida, com apenas 0,59% do mercado consumidor.
Os destaques no G10 ficam por conta da Argentina, que mesmo em profunda crise, continua sendo o nosso terceiro maior consumidor, com 6,70% do total. Também destaques para Chile e México, outros dois países latinos e grande parceiros brasileiros.
No quesito valor agregado, computamos também o valor por quilo daquilo que temos exportado. Esse dado reflete uma visão do valor agregado dos produtos que estamos enviando aos países e serve de parâmetro para sabermos para qual país conseguimos vender melhor e com maior valor. No G10, destaque mais uma vez para Argentina. Eles pagam atualmente USD 1,34/kg do que exportamos. Só para efeito comparativo, os chineses estão comprando de nós USD 0,19/kg, ou seja, enviamos coisas de baixo valor e grande quantidade para eles (resumidamente as commodities).
Nesse quesito, o principal país comprador foi Jersey, com USD 179,10/kg. Já o pior foi Omã, USD 0,06/kg. Nos piores pagadores, baseado na lógica do valor agregado, aparecem China, Japão e Portugal. Para esses países, uma análise profunda, do novo governo, seria bastante importante.
Todos estes dados podem ser acessados publicamente pelo portal Comex Stats do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

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