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O aplicativo de comunicação mais utilizado no mundo ocidental, entra agora, na briga financeira como mecanismo pagador. O app, que já mudou a forma das pessoas se comunicarem, quer também mudar a forma de se usar dinheiro no mundo. Esse fenômeno já aconteceu na China com o WeChat, há alguns anos, conseguindo zerar 99% das notas impressas no mercado.

Do app
O WhatsApp é um aplicativo de mensagens e chamadas de voz para smartphones. Além de mensagens de texto, os usuários podem enviar imagens, vídeos e documentos, além de fazer ligações grátis por meio de uma conexão com a internet. Tem 11 anos de idade, foi lançado em 3 de maio de 2009 e pertence a gigante Facebook Inc.
Quando o Facebook comprou o WhatsApp em 2014, o WhatsApp movimentava aproximadamente 50 bilhões de mensagens por dia, o equivalente a todo o tráfego de SMS do mundo.
Além disso, ao longo dos últimos anos, o botão de WhatsApp virou ferramenta obrigatória no site das empresas, que através da versão comercial, atendem rapidamente seus clientes e interessados.

Dos apps de pagamento digital
O Brasil já possui um dos melhores sistemas bancários do mundo. Isso se traduz em segurança e agilidade no sistema. O que não é bom são as taxas dos bancos. Porém, com esse problema gritante, os grandes bancos viram nascer na última década uma geração de bancos digitais e fintechs. Com mais facilidade no uso, com taxas 0 ou muito próximas da gratuidade, os bancos digitais já somam milhares de clientes no Brasil, com destaque para o Nubank, maior banco digital da América Latina.
Também vimos nos últimos anos uma avalanche de novidades tecnológicos como as máquinas de cartão, substituindo os cheques e boa parte da circulação do dinheiro físico, e mais recentemente, mecanismos de pagamento digitais, como PicPay.
Na prática, essas ferramentas já possuem bastante adesão, mas estão longe de alcançar a maioria da população.
Foi aí que o WhatsApp inovou mais uma vez, fechou uma parceria com a Cielo e nas próximas semanas vai iniciar o processo de transferência e pagamento pelo celular. Só para se ter uma ideia no boom que ocorreu no mercado, os jornais noticiaram hoje “Cielo ganha R$ 4 bilhões em valor de mercado após confirmação de parceria com o WhatsApp”.

Do que está por vir
Em um movimento muito semelhante ao ocorrido na China, nos últimos 10 anos, essa funcionalidade pretende zerar o dinheiro físico que circula no mercado. E isso é bom em vários sentidos: diminui furtos, diminui perda de papel moeda e gastos com impressão, diminui criminalidades fiscais e até mesmo a circulação de doenças.
Em termos de funcionalidade, o G1 trouxe alguns destaques: haverá uma função, no mesmo menu do envio de imagens, chamada “Pagamento”; Quando o usuário clicar nela, o aplicativo vai pedir um valor e redirecionar para a criação de uma conta; Será preciso aceitar os termos de uso da plataforma e criar uma senha numérica de 6 dígitos; Depois, o usuário vai precisar incluir nome, CPF e um cartão emitido por um dos bancos parceiros; Será preciso verificar o cartão junto ao banco, que vai enviar um código ao usuário por SMS, e-mail ou aplicativo do próprio banco. Esse código serve para impedir o cadastro de cartões roubados, por exemplo.
As transações só podem ser feitas em real e dentro do país, com um limite de 1 mil reais por transação e 5 mil reais por mês. Será possível fazer até 20 transações por dia.
Com a ferramenta, o WhatsApp deverá popularizar esse mecanismo de pagamento, já que 130 milhões de brasileiros possuem o APP.
Empresas que utilizarem o serviço pagarão taxa e devem consultá-las antes de realizarem seus pagamentos.

Créditos da foto: The Financial Express

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